quarta-feira, 5 de março de 2014

Matéria: Triciclo Renha

Lançados no final da década de 70 eram comuns ver figuras famosas em triciclos. Pessoas como Roberto Carlos e outras figuras populares eram vistas frequentemente empinando um certo triciclo chamado “Renha”.
 
 
O Tricilo Renha foi um dos precursores nesse segmento. Fabricados no Rio de janeiro pelo engenheiro Paulo Sérgio Renha. Foi o primeiro triciclo brasileiro a ser produzido em escala industrial. Eram equipados com o motor Volkswagen 1.600 refrigerado a ar e pesavam cerca de 400 kg.
 

Revista Duas Rodas - Novembro de 1979.
 
Em 1977 a Renha Indústria e Comércio de Veículos Ltda. vendia o triciclo, pronto ou em forma de kit. Sua velocidade chegava a impressionantes 150 km/h, velocidade na qual seus freios a tambor sofriam para funcionar. Era minimalista, possuía apenas o velocímetro e um marcador de combustível para seu tanque de 24 litros.
 
Anos depois, também no Rio de Janeiro, era desenvolvido um outro triciclo, chamado de “Vasco”. Muito semelhante ao Renha, porém com alguns diferencias: freios a disco, inclusive na roda dianteira, suspensão diferenciada e uma revisão da distribuição de peso (o Vasco não empinava tão fácil como o Renha).
 



 
Era comum ver nesses triciclos, uma ou duas “rodinhas” adaptadas no pára-choque traseiro, para evitar o impacto quando eram empinados.
 
Os triciclos sumiram por uns tempos devido ao acidente, ocorrido em 5 de novembro de 1981, com o apresentador Wagner Montes (ele perdeu a perna direita), que tinha um modelo que não era Renha e com motor Porsche, daí a fama de inseguros e perigosos que os Renha injustamente ganharam. Esse triste episódio acabou fazendo com que o fabricante interrompesse sua produção. Na época, esse desastre foi bastante explorado pela imprensa e até hoje suas circunstâncias ainda são desconhecidas.
 
 
 
Fontes:
 

4 comentários:

  1. As circunstâncias do acidente não são desconhecidas. Ele mesmo disse, em uma entrevista ao jornal Extra (RJ), que ele havia empinado e, ao voltar ao chão, o cabo do acelerador se enroscou na mão dele e daí perdeu o controle, indo parar na calçado e daí batendo no poste. Antes da batida, ele percebeu que tinha duas opções: bater o rosto ou a perna no poste. Ele preferiu a perna.

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  2. Bom saber que existe esse "depoimento" onde ele fala do acidente, se puder me passe o link da matéria blz...

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  3. Parabéns pela história compartilhada!

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