quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Matéria: Manaus até Curitiba de Fusca

História interessante publicada na página “Dia Nacional do Fusca - DNF 2015” (no Facebook). O relato é sobre uma viajem de Fusca que um casal resolveu encarar ao sair de Manaus com destino a Porto Alegre. O detalhe ficou por conta de uma parada em Curitiba para prestigiar o Dia Nacional do Fusca.
 
Vamos lá...
 
 
 
Galera, muita gente me pergunta, pq fazer esse evento? Qual o motivo? Eu sempre dou mil e um motivos, mas hoje responderei com essa historia e as imagens abaixo.
 
Dia 13 de janeiro nosso mais novo grande amigo Eduardo Lemon e sua querida esposa Eva Rezes partiram de Manaus - AM até Curitiba - PR com o foguete (apelido dado carinhosamente ao seu Fusca 1973).
 
A ideia inicial era ir para Porto Alegre, porém no meio da viagem resolveram prestigiar o DNF Curitiba. Até ai tudo normal, porém Fusca é Fusca e as aventuras nunca são normais! Tiveram inúmeros problemas na viagem, passaram muitas dificuldades, mas lutaram bravamente e chegaram ao destino.
 
No dia 25 de janeiro eles chegaram a Curitiba e por volta das 18:00h estavam passando pelos portões do nosso evento! Foram 12 dias de viagem (5 dias de balsa e 7 dias de estrada), quase 6 mil km rodados de Fusca.
 

 
O casal mais aplaudido do DNF ainda está em Curitiba, pois o foguete está passando por revisões e manutenções para poderem seguir viagem para Porto Alegre. O casal afirma "Após essa aventura, o DNF Curitiba estará sempre em nosso roteiro, independente de onde estivermos!"
 
 
Pessoal, nosso querido Fusca passa longe de um simples carro, é uma verdadeira máquina de fazer amigos, como diz nosso amigo Tuyuyu.
 
 
Fonte: https://www.facebook.com/dnf2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Impressões após as novidades

Duas semanas após as alterações (rodas, pneus e motor), rodando pouco e pisando leve, já foi possível notar algumas mudanças no comportamento do Kinha. Então vamos lá!
 
Rodas e Pneus
O ganho em estabilidade foi admirável. Quanto à falada “perda no conforto”, o carro passou a rodar mais macio, a não ser quando se passa sobre as imperfeições do asfalto, costelas de vaca e etc... Também não tive problemas com baliza, pois meu volante por ainda ser original (diâmetro grande) acaba contribuindo muito para essa tarefa. A respeito da calibragem usada nos pneus acabei adotando o seguinte critério:
- no Kelly 165/80 coloco 20 libras, conforme recomendado no “manual do proprietário” do Fusca Itamar que, também, usava as mesmas rodas e pneus.
- no 195/65 ponho 26 libras.
 
Motor
Bom, de início percebe-se que o maior torque fez uma sonora diferença. Também deu para notar que ele ficou mais esperto nas arrancadas, porém a velocidade final me desapontou, mesmo usando a princípio o carburador Solex H 30-PIC que veio com ele, contudo estava esquecendo de um grande detalhe: não adiantou nada trocar o motor e manter a transmissão do 1300 (8x35).
 
Agora posso crer que esse foi o motivo que levou o ponteiro a lutar para chegar aos 110 km/h. Tudo bem que mesmo não sabendo a configuração dos giglês, com certeza esse câmbio limitou muito o desempenho do possante. Infelizmente precisarei dar um tempo, mas assim que for viável, financeiramente, colocarei uma transmissão alongada, só não sei se qual será: a do Itamar (8x31) ou a do Fuscão (8x33).
 
Outro ponto crítico é quanto ao “cronograma de manutenção” desse motor, confesso que fiquei, e ainda fico, preocupado com o estado de suas peças móveis (cilindros, pistões, camisas e etc...), visto que o carro “doador”, além de já ter sido feito o motor uma vez, também esteve submerso durante uma enchente e ainda ficou por muito tempo parado.
 
Mesmo tendo realizado a troca do óleo e a limpeza da peneirinha, após a compra do motor, resolvi dar uma nova conferida na vareta de medição e para minha surpresa a coloração do lubrificante que foi trocado, havia nem duas semanas (exatos 62 km rodados desde a última troca) já estava preta!
 
Diante do histórico de inundação e longo período sem funcionamento que esse motor passou, resolvi trocar novamente o óleo. Para minha surpresa, à medida que ele escoava, junto descia umas “pelotas” de borra. Sendo assim não teve jeito, mais uma vez foi preciso conferir o estado da peneirinha, que como já se previa, estava totalmente suja!
 
Aproveitei a ocasião para colocar tampa do cárter e peneirinha novas, pois ambas estavam amassadas o que dificultava o acesso para manutenção. Quanto ao lubrificante, dessa vez coloquei um frasco de Bardahl B12 Plus (500 ml) e dois litros de Havoline, agora é ver no que vai dar.
 




domingo, 25 de janeiro de 2015

Matéria: Decidido em comprar um Fusca

Matéria publicada no FlatOut, sobre os motivos que levaram um homem a decidir-se pela compra de um Fusca. Como o texto é de junho de 2013, espero que hoje ele esteja curtindo seu carrinho.
 
Vamos lá...
 
 
Por que eu decidi que vou comprar um Fusca
 
 
A segunda está com cara de domingo, o domingo ficou parecendo um sábado e amanhã vai ter toda aquela cara de segunda-feira. No meio dessa confusão, tivemos o Dia Mundial do Fusca, celebrado desde 1995 todo dia 22 de junho — também conhecido como “ontem”. Pois bem, este escriba nutre uma paixão toda especial pelo besouro, e ainda não desistiu da ideia de comprar um.
 
No ano passado, compartilhei com os leitores do Jalopnik Brasil a decisão de comprar um Fusca para chamar de meu depois de passar meses pensando em que carro escolheria para substituir meu Fiat Uno Mille velho de guerra. De lá para cá muita coisa mudou — principalmente o nosso site —, mas duas coisas permanecem: o Mille (mais velho de guerra do que nunca) e a decisão de comprar um Fusca. E esta última pode estar próxima de sair do stand by.
 
Mas, afinal, por que um Fusca?
 
 
O besouro é, sem dúvida, o carro mais carismático do planeta — não estou falando que ele é o melhor ou o mais bacana, estou dizendo que ele tem carisma de sobra. Suas formas arredondadas e a dianteira que lembra uma carinha sorridente são provavelmente as maiores responsáveis por isso, e o fato de ele ter sido produzido ininterruptamente por quase meio século, começando na Alemanha e terminando no México, também não atrapalhou: como existem milhões e milhões de Fuscas no mundo, praticamente todo mundo tem uma história que envolva um Fusca em algum momento da vida.
 
Eu não sou diferente: sempre gostei do Fusca — desde que me entendo por gente. Dos meus carrinhos de brinquedo, 90% eram Fuscas. Eu fazia meu pai comprar todas as revistas automotivas que tivessem um Fusca na capa.
 
 
E, quando meu pai finalmente tirou carteira de motorista (ele tinha mais de 40 anos), meu irmão e eu insistimos tanto que o primeiro carro que ele comprou foi um Fusca — mais precisamente, um Fusca 1979/80 azul marinho, com motor 1.600, rodas de 14 polegadas da Brasilia, pneus radiais e suspensão ligeiramente rebaixada. Não tenho fotos (já faz quase 15 anos e máquina fotográfica, para nós, era luxo na época), e foi um relacionamento breve — dois anos depois ele trocou o Fusca por um Fiat Uno CS, que acabou acendendo uma nova paixão.
 
Só que o Fusca, o carro em que fizemos nossas primeiras viagens em família, ficou guardado em algum canto na minha memória por todos estes anos — até que, no ano passado, tive um estalo.
 
 
O estalo veio na forma do Porsche 911 clássico. Quem gosta de carro passa boa parte do tempo procurando fotos na internet, e um ensaio que vi com um 911 1963 me encantou e me deixou triste ao mesmo tempo — em um golpe de realidade, me dei conta que dificilmente poderia comprar um carro como aquele. Será que havia algo próximo de um 911 antigo que estivesse ao meu alcance?
 
O Fusca foi projetado por Ferdinand Porsche. Seu filho, Ferry Porsche, projetou o Porsche 356. O neto, Alexander “Butzi” Porsche, projetou o 911. Se o Dr. Porsche era avô de Butzi, por que não podemos dizer que o Fusca é o avô do 911? Além disso, a concepção dos dois carros é a mesma, com motor boxer, refrigerado a ar e pendurado na traseira.
 
 
Alguns podem achar a comparação forçada mas, para mim, era o suficiente. Naquele momento, decidi: “vou comprar um Fusca”.
 
Não demorou para que eu percebesse que havia mais razões, além da nostalgia, para se ter um Fusca. O besouro é quase uma escola de mecânica sobre rodas. É um carro de concepção simples (e antiquada), mas dificilmente se acha alguém que não concorde que ter um Fusca é uma boa maneira de aprender os conceitos básicos de manutenção de um carro — até porque você vai se ver obrigado a realizar pequenos consertos urgentes com certa frequência: a troca de uma correia ou a substituição de um platinado de ignição (que muita gente até troca por um sistema de ignição eletrônica) não são coisa de outro mundo.
 
 
Outra coisa legal: a possibilidade de personalização e preparação. Para-choques, retrovisores, forros de porta, para-lamas, faróis e lanternas, volantes, instrumentos, suspensão… a gama é imensa. Além disso, existem receitas consagradas para o boxer de quatro cilindros da Volkswagen — algumas até disponíveis em kits que se encontram com relativa facilidade. Não estou dizendo que é fácil, plug and play ou algo assim, apenas que não é preciso buscar soluções mirabolantes para ter um Fusca bonito e que ande razoavelmente bem.
 
E não podemos esquecer da alma que o Fusca tem. Não gosto de humanizar carros, mas o Fusca tem algo que atrai as pessoas — gente de todas as idades: as crianças gostam porque ele é simpático, e dificilmente um adulto passa incólume por um Fusca bem cuidado. Acelerar um Fusca, ouvir o ronco estalado do motor e sentir o cheiro de combustão invadindo a cabine também é uma sensação muito boa.
 
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E como seria um Fusca ideal, para mim? Não muito caro, íntegro e andando. Não pretendo modificá-lo muito — apenas um bom trabalho de suspensão e um motor confiável (na medida do possível), talvez, com uma preparação leve no futuro. Contudo, a prioridade é deixá-lo apresentável — uma boa pintura, rodas bonitas e interior refeito seriam um bom começo — afinal, será um carro de uso diário.
 
Gostaria de iniciar este projeto ainda em 2014, mas também não tenho tanta pressa — quero encontrar um bom carro e ter certeza de que ele não me trará (muitos) problemas. Sendo assim, boa parte do tempo será dedicada à procura.
 
 
Até lá, quero que este post seja o marco zero disso tudo, e minha homenagem um pouco tardia ao Dia Mundial do Fusca. Parabéns, besouro! Nos vemos em breve!
 
 
Fonte:
http://www.flatout.com.br/por-que-eu-decidi-que-vou-comprar-um-fusca/
 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Começando o ano com novidades

Nada melhor do que começar o ano com novidades no possante. Na verdade uma delas não é bem uma novidade, mas sim um aprimoramento. Não era de hoje que estava preocupado com os pneus do Kinha. Aqueles, diagonais, Firestone Campeão Supremo 5,60x15 nunca me convenceram quanto à segurança. Já viajei para Minas Gerais, participei de encontros em municípios vizinhos e mesmo ao dar aquela esticada numa reta dava para perceber o quanto o carro ficava instável com esses pneus, isso sem falar da própria natureza sobreesterçante (sair de traseira) que o Fusca tem.
 
Bom, após muito bate papo com colegas fusqueiros, decidi trocar os 4 diagonais por radiais. Apenas a troca dos pneus, mantendo as mesmas rodas, de 4,5 polegadas, já seria suficiente para resolver o problema da instabilidade, contudo, resolvi inovar um pouco e passei as rodas traseiras para 6 polegadas, mais largas, o que na minha opinião também deixou a caranga com um visual bem bacana. Quanto aos novos pneus optei por um par de Kelly 165/80, que equipavam o Itamar, para dianteira e dois 195/65 na traseira.
 



 

 
A segunda novidade ficou por conta de um motor mais forte, não que estivesse precisando, na verdade eu queria mais potência para pegar a rodovia, visto que este ano pretendo ir aos encontros que irão ocorrer como o “Duke’s” em Duque de Caxias/RJ e “Volksfriends” em Pomerode/SC. Para isso seria aconselhável trocar o atual 1300 do Kinha por um 1600, mas sabe como é né, com o orçamento sempre comprometido, não me restava outra alternativa a não ser adiar os planos.
 
Esse ano não foi diferente, porém, oportunidade não se deixa passar e essa veio de um colega vendedor de carros que tinha, a mais de 6 meses, um Fusca 85 literalmente judiado, mas cujo motor estava perfeito. Na verdade já estava namorando esse motor há tempos e só agora que foi possível o negócio. Bom, o propulsor em questão é um 1600 “tork”, diga-se de passagem, o melhor boxer que a Volkswagen fabricou.
 

 
 
Esse motor tem bloco moderno com prisioneiros finos, cabeçotes de 6 aletas c/ entrada dupla, válvulas de escape maiores e radiador de óleo deslocado. Segundo falam, o radiador de óleo na sua posição original dificulta que a ventoinha mande mais ar para os cilindros 3 e 4. No motor "tork" o radiador é fixado numa flange que o desloca mais para trás, permitindo que os cilindros do lado esquerdo sejam corretamente refrigerados.
 
Cabeçote 1600 "moderno" (de 6 aletas estojo fino) veio nos motores "tork", pós 1984.
Esse é o cabeçote 1600 "antigo" (8 aletas).
 
Agora o velho motor BF***** deu lugar ao, não tão velho, UK***** que equipou a Kombi na década de 80. O bom desse negócio foi poder aproveitar componentes, novos, que estavam no meu antigo motor como:
- filtro de ar;
- bomba de combustível;
- alternador;
- embreagem (o meu usava embreagem do 1600);
- velas (e os cabos);
- mangueiras de combustível;
- distribuidor (com tampa e rotor);
- bobina;
- correia;
- filtro de combustível.
 
Só lembrando que na ocasião ainda foi trocado o óleo lubrificante e realizada a limpeza da peneirinha.
 
Feito isso foi só aguardar uns 3 dias úteis para emissão do novo Certificado de Registro com a nova motorização.
 
A próxima etapa será trocar o câmbio pelo alongado 8x31 do Itamar, mais isso vai ficar para o futuro.
 
Confira o "transplante" realizado na Oficina Rafaela. O "procedimento" começou numa tarde de sexta vindo a encerrar na manhã de sábado... rsrs
 















 

 
Note o radiador de óleo em posição deslocada.









 
Vídeo: Reanimando o coração... rsrs
 
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Vídeo: Coração num corpo sadio, porém, ainda faltou regular as válvulas... rsrs.
 
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